Nicki - O dia de Cão

Mal estar consigo mesmos
Sem saber o por que
È se encontrar ao alto
De uma montanha
E lá em cima
Querer entender.
Olhares fixados
Somente em uma
Direção, deixando
As pálpebras cheias
Carregadas de ilusão
O corpo que mais parece
Com uma jaca, tenta
Se decompor, mas o que
Sente é mais forte,
Fortíssimo. A dor...

Sentado sobre os pisos velhos e vermelhos da escada, sentido o vento impetuoso bater seu rosto, observa a contradição nos olhos de um cão.
A afobação salta em frente, um tapete verde ao redirecionar os olhos ao do cão, vemos ali grande solidão.
Pobre dele ficara o dia todo preso e insatisfeito de não poder livra-se.
Queria ao mesmo sair e vê se algum amigo o encontrava do lado de lá, às vezes ele fugia e quando voltava, há que desgraça, apanhava e se machucavam, eles não o queriam por lá.
Sentado degraus abaixo, estava ele, olhando fixamente em meus olhos, de vez em quando com a cabeça abaixada e um olhar alto, como aquele quando sente fome tentando se expressar, ei você, preciso me alimentar...
Impaciente anda de um lado ao outro procurando distração, mas não consegue esconder o que sente o coração.
A lucidez do brilho nos seus olhos é visível e também a meia gota de lagrima que fica parada e não cai no chão. Do nada se ouve seu resmungar, se distrai vendo na rua passar algumas pessoas, latidos altos, com veemência, queria desabafar, suas orelhas sobem e descem feito elevadores. Não sabe o que fazer. Tudo é assim, este fim não acaba é constante, incessante ate o outro dia começar.


O dia Seguinte...

O dia seguinte chega,
E aquela criatura
Na mesma.
Agora seus olhos
Refletiam a insônia
De uma noite
Mal dormida, olhos
Vermelhos e cansados,
Miravam-me abrindo
E fechando feito o
Portão lá no canto.
Deitado no chão
Encosta a cabeça
Nas patas, que ficam
Grudadas, imóveis
Adormece sem ligar
Para o barulho do
Seu coração.


O latido auto daquele cachorrinho querendo atenção, junto ao barulho estrondoso de um coração, vagava de lá pra cá sem ao menos uma resposta a lhe dá.
O ruído ofegante daquela pomba, sozinha, olhando em todas as direções, sente solidão sai a voar buscando um lugar para poder descansar.
Sentado no degrau de frente a escada feita de madeira velha, do lado direito, telhas, baldes e pedaços de madeira encostados na parede do vizinho.
A impaciência daquele cachorro trazia a memória seu estado naquela hora;
Andava... Andava... E não sabia onde estava.
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