Solidão

Insuportavelmente dentro se de compõe pouco a pouco, as punhaladas que recebo são constantes e a cada dia aumenta. No rosto vê se claramente te olhos inchados, boca calada, expressão séria, como se fosse evento fúnebre, olhar distante e pensante, o impasse deixa uma inquietação sempre maior.A temperatura aumenta sempre e o calor que é presente fera em seu corpo gotas de suor que se misturam com as brilhantes gotas de lagrimas.Sem cansar, sem parar o coração recebe brutalmente pontadas que penetram no intimo de um ser ferido.O vento que tão suave vai de encontro ao rosto, trazendo lembranças inesquecíveis daquele rosto formoso.Olhando a mangueira agarrada na torneira, vê uma gota á cair, atingindo uma balde vermelho que naquele chão tão feio, jogado está.Mordido inesperadamente por uma formiga percebo a do que há na vida, dor de momento, mas que vai e volta. O tempo, muda adapta ao clima de desespero, cansou de iluminar o dia inteiro e o que resta são as sobras das sobras a pairar.

São sim... Aquelas revoluções
Que se tornam involuções
Reflexos, que regam uma
Constante vontade de voar
Nas asas de uma águia
No azul do céu, por sobre as nuvens
Que formam rabiscos semelhantes
A um já visto.
Dentro vozes sufocantes
Dor de parto marca um fardo
Que só poder levar se conseguir andar.
Teias são tecidas em todo lugar,
Com um simples e leve tocar,
Somem como pó no ar
Levando consigo a esperança
Que dorme num luar
O sopro constante da inquietação
Vem, trazendo a frieza seca da solidão,
Naqueles momentos de aproximação.

Inicio do Fim

Sozinho contristado, sem ninguém ou alguém para me cercar, por momento acompanhado apenas pela neblina que na escuridão mais esfria, acertando o coração.
As incertezas brotam como uma semente fértil, tendo frutos maus e que fedem. Maltratado mesmo em momentos maus, a multidão muito misteriosa na minha maneira monótona
Ah! Como a proximidade do fim chega e tudo... Na mesma... Dentro de um tubo sem poder se movimentar, olhando em sua transparência o mundo desabar-se

Exaustivo! Os pensamentos se
Misturam, feito café e leite
O barulho e os ruídos do
Dentes são aparentes.

Sufocado há um infinito
Que não poder ser explicado,
As lágrimas quentes descem e
Destrói como enchentes.

Enganar eu mesmo com
Metáfora ilusória é
Estar no meio de uma multidão

As estrelas do rosto
Tristes choram, por não
Vê à hora de tudo acabar.

Nicki - O dia de Cão

Mal estar consigo mesmos
Sem saber o por que
È se encontrar ao alto
De uma montanha
E lá em cima
Querer entender.
Olhares fixados
Somente em uma
Direção, deixando
As pálpebras cheias
Carregadas de ilusão
O corpo que mais parece
Com uma jaca, tenta
Se decompor, mas o que
Sente é mais forte,
Fortíssimo. A dor...

Sentado sobre os pisos velhos e vermelhos da escada, sentido o vento impetuoso bater seu rosto, observa a contradição nos olhos de um cão.
A afobação salta em frente, um tapete verde ao redirecionar os olhos ao do cão, vemos ali grande solidão.
Pobre dele ficara o dia todo preso e insatisfeito de não poder livra-se.
Queria ao mesmo sair e vê se algum amigo o encontrava do lado de lá, às vezes ele fugia e quando voltava, há que desgraça, apanhava e se machucavam, eles não o queriam por lá.
Sentado degraus abaixo, estava ele, olhando fixamente em meus olhos, de vez em quando com a cabeça abaixada e um olhar alto, como aquele quando sente fome tentando se expressar, ei você, preciso me alimentar...
Impaciente anda de um lado ao outro procurando distração, mas não consegue esconder o que sente o coração.
A lucidez do brilho nos seus olhos é visível e também a meia gota de lagrima que fica parada e não cai no chão. Do nada se ouve seu resmungar, se distrai vendo na rua passar algumas pessoas, latidos altos, com veemência, queria desabafar, suas orelhas sobem e descem feito elevadores. Não sabe o que fazer. Tudo é assim, este fim não acaba é constante, incessante ate o outro dia começar.


O dia Seguinte...

O dia seguinte chega,
E aquela criatura
Na mesma.
Agora seus olhos
Refletiam a insônia
De uma noite
Mal dormida, olhos
Vermelhos e cansados,
Miravam-me abrindo
E fechando feito o
Portão lá no canto.
Deitado no chão
Encosta a cabeça
Nas patas, que ficam
Grudadas, imóveis
Adormece sem ligar
Para o barulho do
Seu coração.


O latido auto daquele cachorrinho querendo atenção, junto ao barulho estrondoso de um coração, vagava de lá pra cá sem ao menos uma resposta a lhe dá.
O ruído ofegante daquela pomba, sozinha, olhando em todas as direções, sente solidão sai a voar buscando um lugar para poder descansar.
Sentado no degrau de frente a escada feita de madeira velha, do lado direito, telhas, baldes e pedaços de madeira encostados na parede do vizinho.
A impaciência daquele cachorro trazia a memória seu estado naquela hora;
Andava... Andava... E não sabia onde estava.

00:52:56 - 09.06.09 - Muito Triste

Há, se soubesse o que de fato sente um coração, quando recebe as agulhadas de um mau querer... Sinto sua falta, o vazio é pleno e repleto de um ar sombrio, tento olhar em meio ao nada e somente vejo o desconhecido, um passado que você enterrou em plena luz do dia, uma vida que sucumbiu às vésperas do seu aniversario, a morte daquela criança em seu dia especial.
Você simplesmente é e será a lua ao por do sol, o universo em seus extremos, o calor de um dia quente, a alegria que deixa contente. Os velhos olhos que te admiram e aceita quem é você é o mar em sua imensidão, a minha paixão, minha ilusão, minha dor, você é meu amor.
O tempo passa mais eu ainda Te Amo, desculpa. Não sei por que acredito que posso te fazer feliz, posso mudar, posso viver coisas diferentes. Não sei o que posso fazer para te mostrar que o que falo é verdade, que não é simplesmente ter alguma atração física ou imaginar você, sinto vontade de estar ao seu lado, de ouvir sua voz, de ver você rindo, de olhar em seus olhos, de ouvir você falar do seu dia,
De conversar com você, te ver sua família, será que fui tão mal assim que não mereço uma chance? Já tentei te esquecer, mais não consigo, quando penso que não esta mais ao meu lado e vejo isso, sinto a dor que palavra alguma consegue explicar, sentimento algum consegue definir, sentimento de perca, de derrota, por mais que tentei, por mais que errei, por mais que lutei nada mudou em sua decisão.
Apesar de tudo, dos barulhos dos céus, dos sinos tocando, das torcidas gritando, nada muda, a única coisa que fica são suas vagas palavras "Eu te esqueci, não faz mais parte da minha vida, chega, chega, chega..."