O Ultimo Desabafo...

Tão simples tudo se foi, as aves que cantavam em pleno por do Sol agora fazem parte apenas de mais um velho retrato jogado no pourão daquela velha casa escura.
O tempo passou, a espera daquela felicidade não é mais possivel, pois já não existe mais esperanças. Tudo se foi sem ao menos deixar o endereço para correspondencia ou um simples elo para alguma coisa.
O ponteiro do relogio já não faz mais o seu caminho rotineiro, parece que tudo ficou igual, as pessoas tendo um mesmo semblante, o mundo acabou? Não, o viver deste passado é apenas mais um martirio.
As tentativas foram muitas e exautivas, para que? melhor seria se recolher ao quarto e não mais ver a cara do passado,mais o coração não deixou, ele quiz ir alem, ultrapassar as esferas do infinito, ignorar fatos, atitudes, magoas, tristezas, traição... O coração quis fazer o que o impossivel não consegue resolver. Oh! coração porque quiz isso? E de forma egoista faz a materia sofrer por um longo tempo.
Uso as mesmas palavras porem com novos efeitos, te esquecer é minha missão, sei que boa parte já se foi, porem o que ficou são as magoas que somente o tempo com o relogio funcionando poderá tirar, você tirou muitas coisas de mim, mais sei que o amanha me reserva as mais altas e belas arvores, e todas serão minhas por exclusividade e você em momento algum poderá tocas, porque envolta terá cercas, paredes, estruturas de aço, armadinhas...
A certeza que tenho é a mesma, tentar faz parte da vida, se decepcionar não será mais novidade e sim uma opção, viver com as magoas não será mais uma surpresa e ela não atingirá mais este coração calejado...

by Adriano S. Neto

Simplismente Você

A cada dia que passa você traz aquela vontade de voar, de ir alem das asas do infinito, as pessoas dizem que esquecer é simplesmente anular por completo e nunca mais pensar, porem nada podemos fazer quando dentro, no peito ainda impera sua presença, seu sorriso, sua alegria.
Esquecer algo que foi tão bom, porque? Você me faz sorrir, apesar das chinelas e vidros quebrados ainda assim me faz feliz.
O propósito disso tudo não sei, mais sei que o sentimento que tenho por você é mais que um simples NÃO, é maior que a vontade de estar bem, bem maior que pensar apenas em mim...
Realmente sumiu? Realmente acabou? Realmente saudade não bate na porta em alguns dias incomum? Felicidade a leve distancia entre a alegria e a tristeza...
Penso muito em você...

Solidão

Insuportavelmente dentro se de compõe pouco a pouco, as punhaladas que recebo são constantes e a cada dia aumenta. No rosto vê se claramente te olhos inchados, boca calada, expressão séria, como se fosse evento fúnebre, olhar distante e pensante, o impasse deixa uma inquietação sempre maior.A temperatura aumenta sempre e o calor que é presente fera em seu corpo gotas de suor que se misturam com as brilhantes gotas de lagrimas.Sem cansar, sem parar o coração recebe brutalmente pontadas que penetram no intimo de um ser ferido.O vento que tão suave vai de encontro ao rosto, trazendo lembranças inesquecíveis daquele rosto formoso.Olhando a mangueira agarrada na torneira, vê uma gota á cair, atingindo uma balde vermelho que naquele chão tão feio, jogado está.Mordido inesperadamente por uma formiga percebo a do que há na vida, dor de momento, mas que vai e volta. O tempo, muda adapta ao clima de desespero, cansou de iluminar o dia inteiro e o que resta são as sobras das sobras a pairar.

São sim... Aquelas revoluções
Que se tornam involuções
Reflexos, que regam uma
Constante vontade de voar
Nas asas de uma águia
No azul do céu, por sobre as nuvens
Que formam rabiscos semelhantes
A um já visto.
Dentro vozes sufocantes
Dor de parto marca um fardo
Que só poder levar se conseguir andar.
Teias são tecidas em todo lugar,
Com um simples e leve tocar,
Somem como pó no ar
Levando consigo a esperança
Que dorme num luar
O sopro constante da inquietação
Vem, trazendo a frieza seca da solidão,
Naqueles momentos de aproximação.

Inicio do Fim

Sozinho contristado, sem ninguém ou alguém para me cercar, por momento acompanhado apenas pela neblina que na escuridão mais esfria, acertando o coração.
As incertezas brotam como uma semente fértil, tendo frutos maus e que fedem. Maltratado mesmo em momentos maus, a multidão muito misteriosa na minha maneira monótona
Ah! Como a proximidade do fim chega e tudo... Na mesma... Dentro de um tubo sem poder se movimentar, olhando em sua transparência o mundo desabar-se

Exaustivo! Os pensamentos se
Misturam, feito café e leite
O barulho e os ruídos do
Dentes são aparentes.

Sufocado há um infinito
Que não poder ser explicado,
As lágrimas quentes descem e
Destrói como enchentes.

Enganar eu mesmo com
Metáfora ilusória é
Estar no meio de uma multidão

As estrelas do rosto
Tristes choram, por não
Vê à hora de tudo acabar.

Nicki - O dia de Cão

Mal estar consigo mesmos
Sem saber o por que
È se encontrar ao alto
De uma montanha
E lá em cima
Querer entender.
Olhares fixados
Somente em uma
Direção, deixando
As pálpebras cheias
Carregadas de ilusão
O corpo que mais parece
Com uma jaca, tenta
Se decompor, mas o que
Sente é mais forte,
Fortíssimo. A dor...

Sentado sobre os pisos velhos e vermelhos da escada, sentido o vento impetuoso bater seu rosto, observa a contradição nos olhos de um cão.
A afobação salta em frente, um tapete verde ao redirecionar os olhos ao do cão, vemos ali grande solidão.
Pobre dele ficara o dia todo preso e insatisfeito de não poder livra-se.
Queria ao mesmo sair e vê se algum amigo o encontrava do lado de lá, às vezes ele fugia e quando voltava, há que desgraça, apanhava e se machucavam, eles não o queriam por lá.
Sentado degraus abaixo, estava ele, olhando fixamente em meus olhos, de vez em quando com a cabeça abaixada e um olhar alto, como aquele quando sente fome tentando se expressar, ei você, preciso me alimentar...
Impaciente anda de um lado ao outro procurando distração, mas não consegue esconder o que sente o coração.
A lucidez do brilho nos seus olhos é visível e também a meia gota de lagrima que fica parada e não cai no chão. Do nada se ouve seu resmungar, se distrai vendo na rua passar algumas pessoas, latidos altos, com veemência, queria desabafar, suas orelhas sobem e descem feito elevadores. Não sabe o que fazer. Tudo é assim, este fim não acaba é constante, incessante ate o outro dia começar.


O dia Seguinte...

O dia seguinte chega,
E aquela criatura
Na mesma.
Agora seus olhos
Refletiam a insônia
De uma noite
Mal dormida, olhos
Vermelhos e cansados,
Miravam-me abrindo
E fechando feito o
Portão lá no canto.
Deitado no chão
Encosta a cabeça
Nas patas, que ficam
Grudadas, imóveis
Adormece sem ligar
Para o barulho do
Seu coração.


O latido auto daquele cachorrinho querendo atenção, junto ao barulho estrondoso de um coração, vagava de lá pra cá sem ao menos uma resposta a lhe dá.
O ruído ofegante daquela pomba, sozinha, olhando em todas as direções, sente solidão sai a voar buscando um lugar para poder descansar.
Sentado no degrau de frente a escada feita de madeira velha, do lado direito, telhas, baldes e pedaços de madeira encostados na parede do vizinho.
A impaciência daquele cachorro trazia a memória seu estado naquela hora;
Andava... Andava... E não sabia onde estava.

00:52:56 - 09.06.09 - Muito Triste

Há, se soubesse o que de fato sente um coração, quando recebe as agulhadas de um mau querer... Sinto sua falta, o vazio é pleno e repleto de um ar sombrio, tento olhar em meio ao nada e somente vejo o desconhecido, um passado que você enterrou em plena luz do dia, uma vida que sucumbiu às vésperas do seu aniversario, a morte daquela criança em seu dia especial.
Você simplesmente é e será a lua ao por do sol, o universo em seus extremos, o calor de um dia quente, a alegria que deixa contente. Os velhos olhos que te admiram e aceita quem é você é o mar em sua imensidão, a minha paixão, minha ilusão, minha dor, você é meu amor.
O tempo passa mais eu ainda Te Amo, desculpa. Não sei por que acredito que posso te fazer feliz, posso mudar, posso viver coisas diferentes. Não sei o que posso fazer para te mostrar que o que falo é verdade, que não é simplesmente ter alguma atração física ou imaginar você, sinto vontade de estar ao seu lado, de ouvir sua voz, de ver você rindo, de olhar em seus olhos, de ouvir você falar do seu dia,
De conversar com você, te ver sua família, será que fui tão mal assim que não mereço uma chance? Já tentei te esquecer, mais não consigo, quando penso que não esta mais ao meu lado e vejo isso, sinto a dor que palavra alguma consegue explicar, sentimento algum consegue definir, sentimento de perca, de derrota, por mais que tentei, por mais que errei, por mais que lutei nada mudou em sua decisão.
Apesar de tudo, dos barulhos dos céus, dos sinos tocando, das torcidas gritando, nada muda, a única coisa que fica são suas vagas palavras "Eu te esqueci, não faz mais parte da minha vida, chega, chega, chega..."

O rodapé

Olhando fixamente ao rodapé, pensamentos destorcem a realidade, encontrando a ilusão. Era azul e por insuficiência de zelo, desbotava e se acabava quando o ponteiro virava novamente doze... Onde esta o azul que refletia seu brilho no inicio, antes de sua consumação? O ato empolgante, que enfatizava o semblante? Cadê?
Aquele quadro que junto com o rodapé se acabava, marcado por todo lado com palavras a ensinar. Via-se um ser com as marcas das palavras que machucavam sem parar.
Sentado, o pó das palavras caiam do quadro, logo somem, sem avisar. Estava ali, e der repente desapareceu como desapareceu a empolgação que dava ênfase ao semblante...
Piso, verde, incalculável grudado no chão, em forma de quatro pontas, incalculável também os rios que descem dos olhos, num olhar sem direção, pontas de caminhos, mostravam o chão, tentando amenizar uma possível dor.
Ao redor ouve barulhos, ruídos, discussão, vozes que penetram ate a alma e não encontram pousadas, são excluídas e como reflexões são ouvidas, muito barulho faz o coração.
Lá no lado direito no canto direito em comparação a porta, ao lado do quadro, em cima de uma cadeira que falta onde encostar e toda suja de pó de palavras um pouco quebrada na ponta esquerda, esta um balde verde, que todos o usam para colocar o que não quer mais apreciar, colocam ate sentimentos que tanto faz falta, e amigos por não entender o que passa no seu pensar.
A porta se abre trazendo consigo o vento que bate no rosto sem a empolgação que dava ênfase ao semblante, o frio toma conta do lugar, e o coração que precisava esquentar, adoce e desfalece todos os dias, não dá...

Sem Nexo

O cansaço de mais um dia manual, acarreta a cada instante dores triunfantes. O reboco vira tumores na cabeça de quem de quem não consegue pensar em uma existência de algum lugar.
Vozes atordoantes fazem de um simples dia um luto constante, sem falar nos gritos dos invisíveis que cutucam feitos pica pau.
Imaginaria seria a questão que aflige o...
Será que existe o que começou? Ou acabou o que existia...
As coisas acontecem... Sem deixar que nós pós-criadores da vida, venha se defender ou obstar as incompreensões presente dentro de um ser bastante obscuro e nebuloso cheio de marcas, feito aquelas que se tem pela infância ou as outras como dedos cravados no rosto.
O nexo não é mais presente no peito de uma gente que se inclina sem poder alcançar, profundas queixas de um coração a tlintar! Gritos! Atônitos! Houve-se de longe, gemidos e dores muitos horrores.

A Esfera

Mais uma vez a dor veio apertar aquele coração que já cansado do mal estar, se refugia dentro de uma esfera multi-circunstancial e imaginaria.
As tristes! Há... Marcantes pegadas, um caminhar atônito e corriqueiro por entre as rochas duras e fundamentadas de uma angustia sem igual.
Sobe no peito a dor aparente sempre que aquelas pegadas estavam presentes na multidão inacabável de pensamentos.
Atos que geram arrependimentos constantes, na cabeça de um ser indiferente das normalidades existentes no dia-a-dia, de complexidades a desespero; são fatos e não um simples retrato tirado no natal.
Gritos estridentes e luminosos que sempre despencam de uma profunda escuridão, repletos de barulhinhos de pedras caindo no chão, chamam a atenção para uma real existência da insuficiência de empolgação naquele semblante.
Os olhos querem fechar a luta entre as trevas e a luz é constante e só cessam quando tudo repousar... Pra que repousar? E despertar com tudo de novo ate o dia acabar?
Num estralo de dedos aquele leve sono voou; com toda liberdade que possuía findou-se lá nos confins, onde o fim é meramente o começo e onde a liberdade é livre para voar.
Sozinho... Os olhos se mexem repetidamente erguendo a vontade de chorar, colocar pra fora o que tanto me sufoca, porem não consigo são tantos os motivos que me fazem desabar que uma simples lagrima não se compara ao mar em sua abundancia.
Quando o sono domina todo o corpo suas reações são de conforto. Os olhos; fechando gradativamente parece porta de ônibus, carregado de mais um dia árduo, cheio de detalhes que causam constrangimentos e insatisfações.
Às vezes constantes que envolvem o ambiente com furor, penetra um consciente interior.
Quando o vazio, o nada o inexistente são aparentes, é difícil de evitar, pois a dor de não ter nada de nada serve, só serve pra ser mais um nada dentro uma corrente de águas violentas que acertam as rochas.

Esfera Pensante

Seguido de um cansaço extremo, ergue-se o dia com pequenos detalhes. As pessoas destilando o perfume do pesadelo ficam feitas passarinhos no ninho; querem se alimentar.
A sensação de hipersensibilidade torna-se a cada dia constante, libertando na mente desejos que são proibidos ou omitidos?
Em volta de você mesmo só existe o desconhecido, nada merecedor de tão grande credito ou status, tudo é apenas a insuficiência de não ter o que fazer.
O sono companheiro aliado do cansaço namora em uma eterna primavera cheia de sonhos e segredos desconhecidos.
Depois de uma grande explosão o que sobra? O resto acabado de seres que tentam evoluir? A que evolução sonha aquele que causa a explosão? E se não for premeditado? Terá culpa? Ou será eternizado como escoria fútil de sua laia... Viver os sonhos é se deparar com os pesadelos...
A noite silenciosa traz surpresas empolgantes. Depois de um cair vem o seu levantar, más depois de uma surpresa o que vem? Nem sempre há convicções às vezes o cérebro é corroído por fumaças que tentam pensar.
O mundo gira dentro de um copo de água e ninguém vê ele se afogar, desvencilhar-me das tormentas e lamentos do passado obscuro é como se jogar de cima do muro. As quedas são normais, porém, o que fazer com as marcas? Guardar? Esquecer? Ou viver cada uma delas com bastante desprezo? A idéia de sobressair disso é remota, coração não concorda, já não vive sem sofrer.
A cada palavra escrita são mais lagrimas adquiridas. Qual é essa fonte que nunca seca? Existe a possibilidade de um nordeste interno? Ou as gotas amargas provem do infinito desconhecido.
Flutuar sobre a esfera pensante em um olhar apreensivo e brilhante é se deparar com o erro do passado. Presente são as feridas que o passado presenteou o futuro. O sangue bombeia fatos...

Bem Longe..

Depois de mais um dia, onde as questões se tornam mais irrelevantes e incompreensíveis, posso observar o tamanho da ignorância que existe no simples fato de olhar a mascara como um ser integrante do corpo, as palavras jogadas ao vento atrapalham a compreensão das simples decepções que a vida trouxe ao longo do tempo.
Não adianta explicar as atitudes, sendo que somente saberão o superficial de todas as questões que envolvem o coração. O carinho é intangível, como também a necessidade de uma companhia em dias de festa reina a solidão.
As lagrimas são inevitáveis, talvez em termos seja uma ótima idéia para o momento, porem o porque das lagrimas? só você la dentro realmente sabe, nem sua sombra ou o espelho conseguem definir quando elas correm, feito crianças em busca de seu presente.
Viver com intensidade cada minuto, ignorando o fato da decepção, o pior pode ser o melhor, basta observamos a que ângulo de duzentos e setenta graus você consegue observar.
Escolhemos ser aquilo que não podemos obter, somos mera casualidade de um destino que proporciona experiências impares e sem explicações, talvez isso fosse o ideal, porem em um mundo de plena satisfação pelo desconhecido...