O rodapé

Olhando fixamente ao rodapé, pensamentos destorcem a realidade, encontrando a ilusão. Era azul e por insuficiência de zelo, desbotava e se acabava quando o ponteiro virava novamente doze... Onde esta o azul que refletia seu brilho no inicio, antes de sua consumação? O ato empolgante, que enfatizava o semblante? Cadê?
Aquele quadro que junto com o rodapé se acabava, marcado por todo lado com palavras a ensinar. Via-se um ser com as marcas das palavras que machucavam sem parar.
Sentado, o pó das palavras caiam do quadro, logo somem, sem avisar. Estava ali, e der repente desapareceu como desapareceu a empolgação que dava ênfase ao semblante...
Piso, verde, incalculável grudado no chão, em forma de quatro pontas, incalculável também os rios que descem dos olhos, num olhar sem direção, pontas de caminhos, mostravam o chão, tentando amenizar uma possível dor.
Ao redor ouve barulhos, ruídos, discussão, vozes que penetram ate a alma e não encontram pousadas, são excluídas e como reflexões são ouvidas, muito barulho faz o coração.
Lá no lado direito no canto direito em comparação a porta, ao lado do quadro, em cima de uma cadeira que falta onde encostar e toda suja de pó de palavras um pouco quebrada na ponta esquerda, esta um balde verde, que todos o usam para colocar o que não quer mais apreciar, colocam ate sentimentos que tanto faz falta, e amigos por não entender o que passa no seu pensar.
A porta se abre trazendo consigo o vento que bate no rosto sem a empolgação que dava ênfase ao semblante, o frio toma conta do lugar, e o coração que precisava esquentar, adoce e desfalece todos os dias, não dá...

Sem Nexo

O cansaço de mais um dia manual, acarreta a cada instante dores triunfantes. O reboco vira tumores na cabeça de quem de quem não consegue pensar em uma existência de algum lugar.
Vozes atordoantes fazem de um simples dia um luto constante, sem falar nos gritos dos invisíveis que cutucam feitos pica pau.
Imaginaria seria a questão que aflige o...
Será que existe o que começou? Ou acabou o que existia...
As coisas acontecem... Sem deixar que nós pós-criadores da vida, venha se defender ou obstar as incompreensões presente dentro de um ser bastante obscuro e nebuloso cheio de marcas, feito aquelas que se tem pela infância ou as outras como dedos cravados no rosto.
O nexo não é mais presente no peito de uma gente que se inclina sem poder alcançar, profundas queixas de um coração a tlintar! Gritos! Atônitos! Houve-se de longe, gemidos e dores muitos horrores.

A Esfera

Mais uma vez a dor veio apertar aquele coração que já cansado do mal estar, se refugia dentro de uma esfera multi-circunstancial e imaginaria.
As tristes! Há... Marcantes pegadas, um caminhar atônito e corriqueiro por entre as rochas duras e fundamentadas de uma angustia sem igual.
Sobe no peito a dor aparente sempre que aquelas pegadas estavam presentes na multidão inacabável de pensamentos.
Atos que geram arrependimentos constantes, na cabeça de um ser indiferente das normalidades existentes no dia-a-dia, de complexidades a desespero; são fatos e não um simples retrato tirado no natal.
Gritos estridentes e luminosos que sempre despencam de uma profunda escuridão, repletos de barulhinhos de pedras caindo no chão, chamam a atenção para uma real existência da insuficiência de empolgação naquele semblante.
Os olhos querem fechar a luta entre as trevas e a luz é constante e só cessam quando tudo repousar... Pra que repousar? E despertar com tudo de novo ate o dia acabar?
Num estralo de dedos aquele leve sono voou; com toda liberdade que possuía findou-se lá nos confins, onde o fim é meramente o começo e onde a liberdade é livre para voar.
Sozinho... Os olhos se mexem repetidamente erguendo a vontade de chorar, colocar pra fora o que tanto me sufoca, porem não consigo são tantos os motivos que me fazem desabar que uma simples lagrima não se compara ao mar em sua abundancia.
Quando o sono domina todo o corpo suas reações são de conforto. Os olhos; fechando gradativamente parece porta de ônibus, carregado de mais um dia árduo, cheio de detalhes que causam constrangimentos e insatisfações.
Às vezes constantes que envolvem o ambiente com furor, penetra um consciente interior.
Quando o vazio, o nada o inexistente são aparentes, é difícil de evitar, pois a dor de não ter nada de nada serve, só serve pra ser mais um nada dentro uma corrente de águas violentas que acertam as rochas.

Esfera Pensante

Seguido de um cansaço extremo, ergue-se o dia com pequenos detalhes. As pessoas destilando o perfume do pesadelo ficam feitas passarinhos no ninho; querem se alimentar.
A sensação de hipersensibilidade torna-se a cada dia constante, libertando na mente desejos que são proibidos ou omitidos?
Em volta de você mesmo só existe o desconhecido, nada merecedor de tão grande credito ou status, tudo é apenas a insuficiência de não ter o que fazer.
O sono companheiro aliado do cansaço namora em uma eterna primavera cheia de sonhos e segredos desconhecidos.
Depois de uma grande explosão o que sobra? O resto acabado de seres que tentam evoluir? A que evolução sonha aquele que causa a explosão? E se não for premeditado? Terá culpa? Ou será eternizado como escoria fútil de sua laia... Viver os sonhos é se deparar com os pesadelos...
A noite silenciosa traz surpresas empolgantes. Depois de um cair vem o seu levantar, más depois de uma surpresa o que vem? Nem sempre há convicções às vezes o cérebro é corroído por fumaças que tentam pensar.
O mundo gira dentro de um copo de água e ninguém vê ele se afogar, desvencilhar-me das tormentas e lamentos do passado obscuro é como se jogar de cima do muro. As quedas são normais, porém, o que fazer com as marcas? Guardar? Esquecer? Ou viver cada uma delas com bastante desprezo? A idéia de sobressair disso é remota, coração não concorda, já não vive sem sofrer.
A cada palavra escrita são mais lagrimas adquiridas. Qual é essa fonte que nunca seca? Existe a possibilidade de um nordeste interno? Ou as gotas amargas provem do infinito desconhecido.
Flutuar sobre a esfera pensante em um olhar apreensivo e brilhante é se deparar com o erro do passado. Presente são as feridas que o passado presenteou o futuro. O sangue bombeia fatos...

Bem Longe..

Depois de mais um dia, onde as questões se tornam mais irrelevantes e incompreensíveis, posso observar o tamanho da ignorância que existe no simples fato de olhar a mascara como um ser integrante do corpo, as palavras jogadas ao vento atrapalham a compreensão das simples decepções que a vida trouxe ao longo do tempo.
Não adianta explicar as atitudes, sendo que somente saberão o superficial de todas as questões que envolvem o coração. O carinho é intangível, como também a necessidade de uma companhia em dias de festa reina a solidão.
As lagrimas são inevitáveis, talvez em termos seja uma ótima idéia para o momento, porem o porque das lagrimas? só você la dentro realmente sabe, nem sua sombra ou o espelho conseguem definir quando elas correm, feito crianças em busca de seu presente.
Viver com intensidade cada minuto, ignorando o fato da decepção, o pior pode ser o melhor, basta observamos a que ângulo de duzentos e setenta graus você consegue observar.
Escolhemos ser aquilo que não podemos obter, somos mera casualidade de um destino que proporciona experiências impares e sem explicações, talvez isso fosse o ideal, porem em um mundo de plena satisfação pelo desconhecido...