O rodapé

Olhando fixamente ao rodapé, pensamentos destorcem a realidade, encontrando a ilusão. Era azul e por insuficiência de zelo, desbotava e se acabava quando o ponteiro virava novamente doze... Onde esta o azul que refletia seu brilho no inicio, antes de sua consumação? O ato empolgante, que enfatizava o semblante? Cadê?
Aquele quadro que junto com o rodapé se acabava, marcado por todo lado com palavras a ensinar. Via-se um ser com as marcas das palavras que machucavam sem parar.
Sentado, o pó das palavras caiam do quadro, logo somem, sem avisar. Estava ali, e der repente desapareceu como desapareceu a empolgação que dava ênfase ao semblante...
Piso, verde, incalculável grudado no chão, em forma de quatro pontas, incalculável também os rios que descem dos olhos, num olhar sem direção, pontas de caminhos, mostravam o chão, tentando amenizar uma possível dor.
Ao redor ouve barulhos, ruídos, discussão, vozes que penetram ate a alma e não encontram pousadas, são excluídas e como reflexões são ouvidas, muito barulho faz o coração.
Lá no lado direito no canto direito em comparação a porta, ao lado do quadro, em cima de uma cadeira que falta onde encostar e toda suja de pó de palavras um pouco quebrada na ponta esquerda, esta um balde verde, que todos o usam para colocar o que não quer mais apreciar, colocam ate sentimentos que tanto faz falta, e amigos por não entender o que passa no seu pensar.
A porta se abre trazendo consigo o vento que bate no rosto sem a empolgação que dava ênfase ao semblante, o frio toma conta do lugar, e o coração que precisava esquentar, adoce e desfalece todos os dias, não dá...

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