A Esfera

Mais uma vez a dor veio apertar aquele coração que já cansado do mal estar, se refugia dentro de uma esfera multi-circunstancial e imaginaria.
As tristes! Há... Marcantes pegadas, um caminhar atônito e corriqueiro por entre as rochas duras e fundamentadas de uma angustia sem igual.
Sobe no peito a dor aparente sempre que aquelas pegadas estavam presentes na multidão inacabável de pensamentos.
Atos que geram arrependimentos constantes, na cabeça de um ser indiferente das normalidades existentes no dia-a-dia, de complexidades a desespero; são fatos e não um simples retrato tirado no natal.
Gritos estridentes e luminosos que sempre despencam de uma profunda escuridão, repletos de barulhinhos de pedras caindo no chão, chamam a atenção para uma real existência da insuficiência de empolgação naquele semblante.
Os olhos querem fechar a luta entre as trevas e a luz é constante e só cessam quando tudo repousar... Pra que repousar? E despertar com tudo de novo ate o dia acabar?
Num estralo de dedos aquele leve sono voou; com toda liberdade que possuía findou-se lá nos confins, onde o fim é meramente o começo e onde a liberdade é livre para voar.
Sozinho... Os olhos se mexem repetidamente erguendo a vontade de chorar, colocar pra fora o que tanto me sufoca, porem não consigo são tantos os motivos que me fazem desabar que uma simples lagrima não se compara ao mar em sua abundancia.
Quando o sono domina todo o corpo suas reações são de conforto. Os olhos; fechando gradativamente parece porta de ônibus, carregado de mais um dia árduo, cheio de detalhes que causam constrangimentos e insatisfações.
Às vezes constantes que envolvem o ambiente com furor, penetra um consciente interior.
Quando o vazio, o nada o inexistente são aparentes, é difícil de evitar, pois a dor de não ter nada de nada serve, só serve pra ser mais um nada dentro uma corrente de águas violentas que acertam as rochas.
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